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29/11/2004 23:55
Changes
Estou no
http://parimpar.zip.net/index.html (10 meses depois)
enviada por Chelo
10/02/2004 16:33
Sobre Musicas do Dia e o Pato Fu
Há uma lista de pessoas para quem eu gostaria de fazer uma canção (na verdade um roteiro) para elas viverem mais
E no fundo acho que não são poucas (e também não é uma multidão).
enviada por Chelo
27/01/2004 13:17
A Trilogia das Cores
Blanc - égalité
É muito comum acidentes de avião nos Círculos Polares, e em regiões nevadas. Com a paisagem coberta de branco o piloto tende a perder as refrências de altura e profundidade
Entre os anos de 1992 e 1994 o diretor de cinema polonês Krzysztof Kielowski filmou a Trilogia das cores ( Bleu - A Liberdade é Azul, Blanc - A Igualdade é Branca e Rouge - A Fraternidade é Vermelha) com refrência óbvia nas cores e preceitos da tal Revolução Francesa. Aquela que juntamente com a Independencia dos Estados Unidos da América e a Revolução Inglesa fundaram as bases dos valores morais e consequentemente economicos e políticos do que uns carinhas ai denominaram "sociedade ocidental moderna".
No entanto Krzysztof não vai até ai. Ele para mesmo na base. Os valores morais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Mas ao contrário do idealismo lírico dos jargões revolucionários inflamados ele foca no universo palpável, real e objetivo. O das relações pessoais (campo no qual verdadeiramente se constroem e operam estes valores). Assim temos o desmanche da idealização destes valores. O oposto ao idealizado como operação das massas (no sentido de padrão) no cotidiano.
E (na minha modesta opinião) assim se operão as Revoluções. Silenciosamente nas realções pessoais de amizade, sexo, emprego. Ali onde as pessoas dão ou não passagem no trânsito onde se troca onde se joga onde se entrega onde se ferra onde se afaga.
Legais
Os Amantes do Círculo Polar (1998) - Julio Meden
Blanc (1993) - Krzysztof Kieslowski
Genius + Love (2000) - Yo La tengo
Kinder Bueno
Fotolog Blanc
enviada por Chelo
26/01/2004 15:31
Liberté
Da série Fotologs temáticos
Coisas azuis legais:
À nous la liberté (1931) - René Clair
Bleu (1993)- Krzysztof Kieslowski
Fotolog Bleu
enviada por Chelo
26/01/2004 12:52
O Dia em que a Terra parou
E foi genial...
The Day the Earth Stood Still (EUA/1951)
Ficha Técnica
Direção: Robert Wise
Roteiro: Edmund H. North
Elenco: Michael Rennie (Klaatu/Sr. Carpenter), Lock Martin (Gort), Patricia Neal (Helen Benson), Sam Jaffe (Professor Barnhardt), Billy Gray (Bobby Benson), Hugh Marlowe (Tom Stevens)
Duração: 92 min.
Sinópse
Vamos voltar aos primórdios da ficção científica. Vamos nos lembrar de filmes em preto e branco, trilhas instrumentais de filmes de terror, gritos aterrorizados de mulheres indefesas. Ago ra vamos nos lembrar de O Dia em que a Terra Parou. Não se lembra? Talvez seja porque você, assim como nós, não estava por perto quando este filme saiu nos cinemas pela primeira vez. Ainda bem que para pessoas como nós foi inventado o videocassete, a melhor maneira de se descobrir como eram bons os antigos filmes de ficção. Com efeitos especiais da idade da pedra e um público ainda muito tradicional para aceitar histórias violentas ou muito viajadas, os roteiristas da década de 50 tinham de ser criativos. É claro que como em qualquer época haviam as porcarias (como Tarântula, que de tão velho já deixou de ser trash para virar cult), mas dessa época também surgiram clássicos como esse.
Klaatu é um homem que vem do espaço trazendo uma mensagem para o povo da Terra. Depois de ser recebido de forma nada amigável (com um tiro) ele tenta reunir todos os líderes das nações para uma reunião, mas sem sucesso. Klaatu então deixa sua nave sob os cuidados de seu robô Gort (cuja imagem talvez seja a mais famosa do filme) enquanto se infiltra no meio dos americanos, para tentar entender melhor o povo da Terra. Sob o pseudônimo de Sr. Carpenter, Klaatu faz amizade com um garoto da pensão em que se hospeda, e também com sua mãe, Helen. Sua esperança é poder reunir os líderes científicos do planeta, já que os políticos não parecem colaborar. É claro que ele não contava com a curiosidade e ignorância do povo da Terra...
A história é simples para um filme de alienígenas. Seu forte não está em descrever tecnologias futuristas. O grande apelo do filme é mostrar como pessoas comuns, no auge do pânico anticomunista, reagem a algo que temem e desconhecem, e as decisões estúpidas que tomam frente a isso. A mensagem que Klaatu traz também diz muito sobre a época: ele vem avisar os povos da Terra dos perigos da energia nuclear, e do seu uso indevido na criação de armas de destruição.
A única pergunta é, se somos como as pessoas do filme, será que merecemos mesmo ser poupados?
Gustavo Catão
Tirado do site Cinema Cafri
Filme sem enrrolação. O cara vai direto ao ponto. A maravilhosa luz da escola expressionista de fotografos. A simplicidade.
Sim é um filme com lição de moral. Mas soturno. E feito em plena Guerra Fria. Quem puder, não deixe de ver. Na verdade não é um filme. É um hai kai.
Hai Kai: "Haikai não é síntese, no sentido de dizer o máximo com o mínimo de palavras. É antes a arte de, com o mínimo, obter o suficiente". - Paulo Franchetti-
Citação de Franchetti tirado do blog Kaleidoskopio
enviada por Chelo
23/01/2004 20:05
Parou de Chover
TCHAU !!!!
enviada por Chelo
23/01/2004 19:08
Esperando o Nada, eis que...
Inside the mouth do Fotolog Rouge
Gênial. Com quase duzentos links de fotos temáticas: Branco, Azul, Dourado, Tênis, Sua Cidade, Cores, etc..
Tudo isso garimpado da Fulana...
enviada por Chelo
23/01/2004 18:38
Waiting for Nothing
Foto de Henri Cartier Breson
A Infância de um ser humano que pede cinco saideiras
Para quebrar a ivencibilidade da musiquinha do dia, ou antes que eu trocasse o nome desa joça por Musiquinha do Dia, fiz isso ai.
A Musiquinha do dia, ainda não clássico do escritório, mas que pode tornar-se uma máxima das sextas-feiras fim de tardes chuvosas, vai para "as cabeças" do Post.
And I'm waiting for nothing (na verdade por alguém precisando de ajuda para clicar o mouse ou, sim, esperando para a chuva passar).
Agora pouco acabou o lanche de confraternização, foram todos embora, os escritórios de acessoria técnica de produção e de informática estão já fechados...
E esse maldito torcicólo: Mas também. Ontem onze e meia da noite de repente:
- Vamos para Balada!!!!
Quinta feira, já alguns breacos, e o ser que reclama esta estravagância É O SER MAIS SENSATO DA MESA - um título já dicutível, mas ainda respeitável levando em conta os últimos quatro anos de convivência. Sim. Aquele que teria que trabalhar dentro de 9 horas clama por balada até não muito tarde (o que significa, vamos antes do Sol raiar).
Viva Eisentein e os documentários da National Geográfic (desculpem: Isto é uma piada que necesitária explicação, mas que não cabe espacialmente nem moralmente fazê-la).
Conclusões da Balada : Após apenas e tão somente uma saídeira, alguma diversão e umas long-necks (pode não fazer muito sentido, mas a ordem lógica dos fatos é esta mesma): As baldas são todas iguais... Tudo bem, muda a música, mudam as roupas, mudam os cortes de cabelos, mudam os tipos das pessoas. Mas é sempre assim Praia, mulher de biquini, cerveja. Claro tudo guardada sua devida proporção, suas nuances, seus detalhes. Replay apenas adapte este estilo praia para o lugar que você está frequentando. Assim por exemplo a Praia pode virar uma Lounge, a mulher de biquini por mulher tatooada ou de percing... é só montar...
Conclusão dois da noite : Eu particularmente gosto do lugar, mas para uma boa parte da galera (que foi escrotada pela casa) a Fun House acabou sendo This Place is a Prison (The Postal Service).
enviada por Chelo
20/01/2004 12:57
Musiquinha do Dia - Clássicos do escritório - parte 2
The end? Not yet...
It's The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)
That's great, it starts with an earthquake, birds and
snakes, an aeroplane and Lenny Bruce is not afraid.
Eye of a hurricane, listen to yourself churn - world
serves its own needs, dummy serve your own needs. Feed
it off an aux speak, grunt, no, strength, Ladder
start to clatter with fear fight down height. Wire
in a fire, representing seven games, a government
for hire and a combat site. Left of west and coming in
a hurry with the furies breathing down your neck. Team
by team reporters baffled, trumped, tethered cropped.
Look at that low playing! Fine, then. Uh oh,
overflow, population, common food, but it'll do. Save
yourself, serve yourself. World serves its own needs,
listen to your heart bleed dummy with the rapture and
the revered and the right, right. You vitriolic,
patriotic, slam, fight, bright light, feeling pretty
psyched.
It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it and I feel fine.
Six o'clock - TV hour. Don't get caught in foreign
towers. Slash and burn, return, listen to yourself
churn. Locking in, uniforming, book burning, blood
letting. Every motive escalate. Automotive incinerate.
Light a candle, light a votive. Step down, step down.
Watch your heel crush, crushed, uh-oh, this means no
fear cavalier. Renegade steer clear! A tournament,
tournament, a tournament of lies. Offer me solutions,
offer me alternatives and I decline.
It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it and I feel fine.
The other night I dreamt of knives, continental
drift divide. Mountains sit in a line, Leonard
Bernstein. Leonid Brezhnev, Lenny Bruce and Lester
Bangs. Birthday party, cheesecake, jelly bean, boom! You
symbiotic, patriotic, slam book neck, right? Right.
It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it and I feel
fine...fine...
(It's time I had some time alone)
REM - Document
Esta música é um clássico no período pré Fórum. Nos 15 dias que antecedem todos no escritório só não cantam porque não tem tempo. Mas tem esta impressão pelo menos 3 vezes a cada minuto de trabalho.
Ou seja, à partir do dia 16 de março vamos juntos cantar...
Ontem descobri uma tremenda varada no sistema automático de baixas de boletos pagos (ou seja de confirmação de inscrição). A bem da verdade a falha é que (pelo menos por enquanto) não há como fazer as baixas. As isncrições estão indo bem. A pergunta é: Há como recuperar a informação dos boletos pagos até hoje??? This is the end of (my) world (and I'm trying keep me cool - or cold?)
enviada por Chelo
19/01/2004 18:37
Musiquinha do dia - clássicos do escritório -parte 1
Nesse eu queria ter trabalhado: Dolls de Takeshi Kitano
Daysleeper
receiving dept., 3 a.m.
staff cuts have socked up the overage
directives are posted.
no callbacks, complaints.
everywhere is calm.
Hong Kong is present
Taipei awakes
all talk of circadian rhythm
I see today with a newsprint fray
my night is colored headache grey
daysleeper
the bull and the bear are marking
their territories
they're leading the blind with
their international glories
I'm the screen, the blinding light
I'm the screen, I work at night.
I see today with a newsprint fray
my night is colored headache grey
don't wake me with so much.
daysleeper.
I cried the other night
I can't even say why
fluorescent flat caffeine lights
its furious balancing
I'm the screen, the blinding light
I'm the screen, I work at night
I see today...
don't wake me with so much. the
ocean machine is set to 9
I'll squeeze into heaven and valentine
my bed is pulling me.
gravity
daysleeper. daysleeper.
daysleeper. daysleeper. daysleeper.
REM - UP
Essa música é um clássico dos escritórios onde tenho trabalhado nestes últimos 3 anos.
E me faz lembrar dos sets de filmagem.
Por um acaso (ou não) frequentei muitos sets noturnos. O filme de conclusão de curso do grupo do qual eu fiz parte foi todo em horário Tókio. 7 da noite até às 9 da matina.
Tenho muitas saudades. Tenho que estudar mais para voltar. Por enquanto estou travado em produção de Fóruns Sociais (não desgosto, de maneira alguma. A questão é: Onde eu quero chegar?)
enviada por Chelo
19/01/2004 00:47
Fotologs, Blogs, Bligs, personal pages e seres insuspeitos
Helô, um ser surgido de um longo momento de ócio
...mas que mesmo assim não atrapalhou a Gabi. Ela prestou vestibular, passou e cursou 4 anos de cinema.
Agora parece que está abrindo as caixinhas (pelo menos as da sua quadragésima quinta mudança de casa, número apenas inefrior a Rodion).
Visitem o Fotolog da Gabis...
enviada por Chelo
19/01/2004 00:36
Cores - parte 2

Eu sei... mas a foto do varal devia ser substituída por esta...
enviada por Chelo
15/01/2004 12:55
Hora do almoço, Musiquinha do dia e descobrindo aquilo que está debaixo do seu nariz
Foto de Daid Baley
Hora do almoço é o mais tranquilo para postar. Não é o melhor. Um olho no post outro na fome.
Em todo caso sigo na fixação do Galaxie 500. Não por acaso.
Já acostumado com escutar o This is our music (já está se tornando um mantra) não tinha percebido um pequeno relevo.(não tão pequeno, mas o encantamento me levava a outra direção).
De noite, comendo pizza coloquei pela enésimaquarta vez o tal. E eis que ... um par de metais...um par de tubas (acho)...que é isso. Na penultima música. Não deu. Tive que pegar o fone de ouvido para "ver" melhor. Isso foi às 11:30 da noite.
Ao voltar da viagem (não sei o que pensei. Nem sequer na morte da bezzerra). Era 1 da matina. Repetindo e repetindo. Paranóia zen.
A musquina do dia
King of spain, part two
Golden star
Silken grace
She my queen
Pull the drapes
On my own
On my own
Red guitar
Silver amps
I can't lose
Watch me dance
On my own
On my own
P.S: finalmente uma continuação melhor do que o primeiro episódio...
enviada por Chelo
13/01/2004 14:35
Sexta-feira, dia 7 de novembro de 2003. 00:00hs até 2:30hs do dia 8 de novembro de 2003 (eu acho)
Estava eu na equipe de credênciamento do Fórum Social Brasileiro em BH. Foi um dia arrastado. Encerramos a entrega de crachás 6 da tarde. Não sabiamos, mas havia um comunicado dizendo que estariamos abertos até às 22hs.
Para quem nunca foi a um Fórum Social, não sei extamanete qual figura para exemplificar. Já que não há figuras, vai o que é mais ou menos na minha percepção de ser do credênciamento. São 15 mil pessoas chegando ao mesmo tempo (ou seja 10 minutos antes de começar as conferências) querendo suas bolsas e crachás, sendo atendidas por 15 pessoas (no máximo), sendo que pelo menos mil delas tem algum tipo de problema na inscrição (ou seja: não pagaram ou não forma inscritas pela sua instituição. Tão atrapalhadas quanto nós).
Após abrir os trabalhos às 6 da manhã , fechar às 7 da noite, regressar 8 da noite, fechar novamente às 11, levar caixas e caixas de credências (crachás) levar bolsas e convencer as otras pessoas que os trabalhos estavam encerrados e que voltassem no dia seguinte de manhã. Fim de trabalhos.
Na secretaria encontro com amigos: Luisinho meu chefe no credenciamento), Carlinha (GT Cultura), Ivna (GT Cultura), Henrrique (Camarada e cruzeirense) e Cris(GT Cultura).
Quase meia noite começa a chover. Forte. Em frente ao credenciamento, localizado hall do ginásio do Mineirinho, ficava o Acampamento da Juventude com cerca de 1.500 pessoas. Vai alagar.
Pessoas começam a procurar as portarias do Mineirinho (umas 5 pessoas) para se refugiar da chuva. Alguém precisa ir ao Acampamento:
Carla : Eu vou me dá um rádio...
Marcelo: Deixa ai, vamos esperara. Se apertar a gente cai lá e vê como está...
Cris: Vamos avisar as pessoas que se alagar elas podem ficar no hall..
Luisinho, Henrrique e Marcelo (no caso eu) saem. Atrás de chaves do hall e alternativas com a segurança para abrigar possíveis alagados.
Carla (pelo rádio): Olha.. tá começando a alagar, mas as pessoas estão no curralzinho (único e minusculo lugar coberto)fazendo balada, acho que a galera não tá muito preocupada com chuva não...
Ivna (também pelo rádio): balada...vem ai galera ...(ruído de balada no fundo).
Marcelo e Luisinho vão para o acampamento.
Para a chuva. O acampamento em algumas partes empoçadas outras mais ou menso e a galera...balada!!!!
Marcelo, Carla e Cris andando pelo acampamento...
Luisinho (pelo rádio) - São pedro na escuta?
São Pedro (por algum canal místico) - Sim meu filho...pode falar...
Luisinho - Dá para parar a chuva???
Começa a chuviscar...
Carla encharcada volta para a secretaria e pede pelo rádio (Cris na escuta??? quero tomar um banho quente estou com frio).
Choveu mais um pouco aquela noite. O Acampamento ficou de pé. Nós também.
Há tanta coisa dentro deste ralato. Irrecuperável. Nem pela força da memória a não ser aquele gostinho bom de molecagem com o rádio. Fluxo de tempo. Passando sem pressa, sem dor. Pessoas andando pela chuva. A gente cansado se divertindo e se gostando (em cada palavra pelo rádio... Temos o primeiro mártir do Fórum. É a Carla).
Não o que fazer exceto cuidar para que esse cantinho de sabor não se vá pelos dedos...SAUDADES (não do tempo. Mas daquele momento específico e de vocês naquela noite e hoje).
Putz... lembrei que a Ivna emprestou um colchonete (ou colchão) para um casal que estava ensopado e acabou ficando trancado no hall de acesso à secretaria (acho que a Iv ficou sem colchão naquela noite!)
P.S: As falas não estam reproduzidas tal qual ocorreu, não sei se a ordem dos fatos foi esta. Outros foram omitidos ou simplesmente esquecidos. É só um exercício (tosco) de recordação de uma galera muito querida!
enviada por Chelo
13/01/2004 14:13
Eu Também sou feliz por não comer Mcdonalds
Há muitas coisas que me fazem feliz
Conversando com uma amigo sobre o que ele está planejando para o futuro(chega de citações) ele me disse:
- Estava conversando com uma amigo meu no Natal. Ele me contou que havia comido no Mc sete vezes...
Eu sou feliz por não ter que comer Mcdonalds todos os dias.
Eu também. E sou feliz porque quando chegar a algum lugar agradável (para trabalhar) vou preferir não comer. E a minha história me ensinou a fazer cada lanchinho...gênial!
enviada por Chelo
13/01/2004 14:04
Respondendo Cris, Fabian, Fabio
ou Tempo (de Novo): Tarkovsky e Simone Weil.
Na série Evangelion aqui começa a ser aberta a fenda t=(ou aproximadamente)0
Como ninguém se atreveu a comentar esta pseudoprovocação intelectual (Tempo Tarkovsky e tempo Simone) eu mesmo vou fazer uma arremedo de comentário. Não sem antes colocar uma palinha do que a Cris (a mesma que mandou o texto fez a respeito):
isso (o texto de Simone) parece amplamente oposto à densidade do tempo (e da realidade?) de que fala o tarko, mas contém a mesma apreensão do tempo como coisa vivida, viver para sentir, e não apenas conceber conceitualmente, será que isso, será que me enrolei??
A carta dirá mais, no entanto lá vai:
Ontem (dia 12 de janeiro) fui ver O Declínio do Império Americano de Denys Arcand . Tive várias sensações. A primeira (e isso é uma questão pessoal) foi: tem muito ser humano na telona. Muito central. Não gostei de como foi filmado. É muito discursivo. Claro, é cinema e em muitos momentos a composição é tão importante (ou complementar) quanto aquela figurinha falante na frente da CAM. A segunda: O filme só chega ao ponto que Win Wenders chama de momentos de verdade no seus momentos finais. Parece que o filme foi feito para aquilo, ou o filme é aquilo. No que toca ao restante do filme a montagem e as ações parecem não concordar com o que seria o que o Tarkovsky chama de pressão do tempo. (isso já está parecendo tese de mestrado repleto de citações).
OK, ao ponto
Alguns perguntaram: E O QUICO??? Sim. O Quico. O Quico é o seguinte. Bombardeado por textos sobre o tal do Tempo andei vagando pela Internet e me deparei no Get Up com aquelas reflexões sobre a sombra e o individuo. (E o que tem a ver o tal com as botas???!!). Foi o estopim. Não estava a fim de pensar. Preguiça.
Ai não teve jeito. Tive que pensar. Primeiro porque a Cris me escreve uma carta baseada nesse tema (O tempo). Por pouco não se torna incontestável. Agora já pelo menos dá para arranhar umas palavras. Depois à partir deste start que foi a pancada simples e seca de pensar sobre felicidade, tristeza, sobras, indivíduos e coisas afins não deu para segurar uma reflexão sobre o tempo.
Mais uma vez, ele, O Tempo
O cinema não imita a vida, nem vice versa. Se você acredita nisso pare de ver CNN pelo seu bem. Nada imita a vida. Algumas coisas se aproximam do cinema. Mas uma coisa que permeia a (maldita ou bendita) percepção humana é o tal tempo. Em quase todos os lugares.
No entanto Tarko (como Cris o chama carinhosamente) fala de cinema/tempo e Simone de tempo/percepção (vida ou o que seja) Posso estar redondamente enganado, já que li apenas fragmentos do livro dela (Obrigado, Cris).
Duas óticas diferentes mas que podem se encontrar um no campo do outro. Daí voltamos ao começo desse mega post.
No Cinema
Quando Tarkovsky fala de tempo acho que ele se refere a percepção de um fluxo (que na minha humilde ótica é tal pressão do tempo). Fluxo tal qual a descrição do tempo no limite de um buraco negro. Uma fenda de tempo. Onde o futuro e o passado se condensam. Existe apenas um presente o qual, por nossa percepção de passagem ou continuidade ou fluxo, não pode ser apreendido de maneira condensada. No entanto este momento (presente) se congela e se faz presente no passado e no futuro (da maneira como compreendemos estes dois módulos).
Ali, nessa borda de tempo (onde se um ser humano fosse capaz de sobreviver ele veria o passado tempo/espaço correndo na velocidade da luz, enquanto seu tempo estaria parado) o tempo/passagem fluí de maneira não densa, não apreensiva. Esta talvez seja o conceito de pressão do tempo da qual Tarkovsky fala. Aqui tento explicar o porque do tal filme parecer tão preso a um ritmo temporal assemelhado àquele do qual Simone se refere. Tempo forçado, tempo angústia ou tempo compromisso, forçado a chegar a um lugar determinado. Percebido como interferência e não como membro de um composto acaso+técnica.
A Vida
Simone e seu tempo que não existe. Trabalho, objetivos, fake. Ou o segredo seria o fake tornar-se fluente ou ausente (não no sentido de não fake, mas num sentido profissional de afastamento sem paixão)?
Ou Tarkovsky e dias de chuva. E encontros casuais e interesses desinteressados, exceto naquilo que te excita (a tal felicidade do tel texto que até agora estava boiando como referência perdida). Ou simplesmente a descoberta do belo (e não a busca obsessiva). Ou simplesmente prazer na sombra ou no sol. Sem esforço (forçando o tempo).
A vida não imita o cinema, nem vice versa. Apenas paralelismos. Não há desues na Terra.
enviada por Chelo
08/01/2004 17:35
17:30hs... Chove Forte
Paralelismos
"O tempo propriamente dito não existe (a não ser o presente como limite), e no entanto é a isso que estamos submetidos. Essa é nossa condição. Estamos submetidos ao que não existe. Quer se trate da duração passivamente sofrida - dor física, espera, arrependimento, remorso, medo - ou do tempo manejado - ordem, método, necessidade - , nos dois casos aquilo a que estamos submetidos não existe. Mas nossa submissão existe. Estamos realmente atados por cadeias irreais. O tempo, irreal, cobre todas as coisas e a nós mesmos de irrealidade." (p. 56)
Simone Weil
Enviado por Cris
enviada por Chelo
08/01/2004 17:21
O Cinema e o Cubo Mágico - Parte 1
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"Voltando-nos agora para a imagem cinematográfica como tal, quero afastar de imediato a idéia muito difundida de que a mesma é essencialmente composta. Esta idéia me parece falsa, pois implica que o cinema fundamenta-se nos atributos próprios de artes afins, nada tendo de especificamente seu. Tal ponto de vista equivale a negar que o cinema seja uma arte.
O fator dominante e todo-poderoso da imagem cinematográfica é o ritmo, que expressa o fluxo de tempo no interior do fotograma. A verdadeira passagem de tempo também se faz clara através do comportamento dos personagens, do tratamento visual e da trilha sonora esses, porém, são atributos colaterais, cuja ausência, teoricamente, em nada afetaria a existência do filme. É impossível conceber uma obra cinematográfica sem a sensação de tempo fluindo através das tomadas, mas pode-se facilmente imaginar um filme sem atores, música, cenário e até mesmo montagem. O já mencionado Arrivée dum train, dos irmãos Lumière, era assim. O mesmo se pode dizer de um ou dois filmes do cinema underground norte-americano; um deles, por exemplo, mostra um homem adormecido; vemos em seguida, este homem acordando, e, graças à magia do cinema, este momento provoca em nós um impacto estético extraordinário e inesperado...
Nenhum dos componentes de um filme pode ter qualquer significado autônomo: o que constitui a obra de arte é o filme. E só podemos falar dos seus componentes de uma forma muito arbitrária, decompondo-o artificialmente para facilitar a discussão teórica...
A imagem está presa ao concreto e ao material, e, no entanto, ela se lança por misteriosos caminhos, rumo a regiões para além do espírito talvez Puchkin se referisse a isso quando disse que A poesia tem que ter um quê de estupidez.
A poética do cinema, uma mistura das mais desprezíveis substâncias materiais, como aquelas que nos deparamos todos os dias, resiste ao simbolismo...
Montar um filme corretamente, com competência, significa permitir que as cenas e tomadas se juntem espontaneamente, uma vez que, em certo sentido, elas se montam por si mesmas, combinando-se segundo o seu próprio padrão intrínseco. Trata-se, simplesmente, de reconhecer e seguir esse padrão durante o processo de juntar e cortar...
O tempo, impresso no fotograma, é quem dita o critério de montagem, e as peças que não se montam que podem ser coladas adequadamente são aquelas em que está registrada uma espécie radicalmente diferente de tempo. Não se pode, por exemplo, colocar juntos o tempo real e o tempo conceitual, da mesma maneira como é impossível encaixar tubos de água de diferentes diâmetros..."
Trecho do livro Esculpir o tempo, de Andrei Tarkovski, 1990
Transcrito por Fábio Kawano
enviada por Chelo
08/01/2004 16:08
Musiquinha do Dia
Foto de Henrri Cartier Bresson
Canção para você viver mais
Qualquer tentativa de colocar aqui a letra da música seria uma ofença à Fernanda Takai. Kazaa meus caros...Kazaa e quietude.
enviada por Chelo
07/01/2004 13:20
Musiquinha do dia - parte 2
Ela estava em algum destes apartamentos ai...em Havana
E escutava Romanticos de Cuba . E contava como durante a infância estas músicas pareciam tristes e hoje, 16 anos depois (???) elas são melancólicas (com um sorriso, como aqueles dos personagens do Ozu).
Maestro por favor um Bolero.
enviada por Chelo
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